Como tratar varizes nas pernas?

Atualizado: 19 de Abr de 2020


As varizes podem ser tratadas com ou sem cirurgia

Se você tem varizes, não fique triste: você não está sozinho! Estima-se que cerca de 20% das pessoas têm este problema... ou seja, provavelmente 40 milhões de brasileiros e brasileiras estão com as pernas cheias de veias dilatadas e tortuosas.

As causas desse problema são muitas e já publicamos um post chamado Por que eu tenho varizes?. Se quiser saber mais sobre isso, dá uma olhadinha aqui.

Para cuidar desse problema, existem algumas formas: algumas envolvem cirurgia e outras não!

As informações deste artigo foram baseadas no último consenso da Sociedade Americana de Cirurgia Vascular (SVS - Society for Vascular Surgery) publicado em 2011 (se quiser ler o artigo original, clique aqui).


Como escolher o melhor tratamento para varizes nas pernas?


Em primeiro lugar, é preciso escolher um médico Cirurgião Vascular, que é o profissional habilitado para tratar as varizes e outros problemas da circulação


Na consulta com o Cirurgião Vascular, deve ser realizado primeiramente o exame físico. Em outras palavras, é imprescindível que o médico examine as suas pernas descobertas, tanto em pé quanto deitado, para saber se você tem varizes e qual é o grau que a doença se encontra.


Após a consulta, o médico provavelmente irá solicitar um Ultrassom doppler venoso ou Duplex scan dos membros inferiores. Esse exame é um ultrassom, semelhante aquele realizado para gestantes, só que é feito nas pernas com o objetivo de ver se as suas veias estão funcionando normalmente ou não.


O ultrassom doppler é essencial para o planejamento do tratamento das varizes

Juntando os dados do exame físico, do ultrassom doppler e da sua saúde em geral (por exemplo, se você tem alguma doença ou limitação), o médico vai te indicar quais as melhores alternativas de tratamento para o seu caso.


Quem tem somente telangiectasias ou vasinhos (falei sobre esse assunto neste post), não precisa de cirurgia. O tratamento é realizado com escleroterapia ou laser ou ambos, como na técnica ClaCs .


Quem tem veias reticulares, que são veias maiores, mas que não atingem 3 mm de espessura, podem ser tratadas com escleroterapia com espuma ou ClaCs ou microcirurgia (microflebectomia).


Quem tem veias varicosas (veias maiores que 3 mm) provavelmente vai precisar de microcirurgia, exceto se a pessoa tiver algum problema de saúde que não permita, nesse casos, podemos optar pela escleroterapia com espuma .


Cirurgia para varizes


A escolha de qual cirurgia que vai ser realizada vai depender se você tem ou não problema nas veias superficiais principais da perna: a veia safena magna (ou veia safena interna) e a veia safena parva (ou veia safena externa).



As safenas são as veias superficiais principais e todas as outras veias drenam para elas. Se elas não estão funcionando bem, não adianta retirar somente as varizes que estão aparentes porque em pouco tempo outras varizes irão aparecer.

Ou seja: quem tem incompetência ou refluxo nas veias safenas tem que fazer procedimento para retirar ou queimar essas veias principais

Esse procedimento pode ser feito de três formas: Safenectomia (cirurgia convencional), ablação com laser e ablação com radiofrequência. Vou falar mais sobre cada método abaixo.


Por outro lado, quem tem as veias safenas normais, mas mesmo assim tem varizes, não precisa retirar as safenas! Nesses casos, é feita a retirada das veias varicosas uma a uma através de pequenos cortes na pele.


Safenectomia - cirurgia tradicional para varizes


Essa é a cirurgia mais realizada e mais antiga que existe para tratar as veias safenas que têm incompetência ou refluxo. 

Ela normalmente é feita sob anestesia raquidiana (a famosa Raqui) ou sob anestesia geral. Normalmente são feitos dois cortes pequenos: um na virilha (bem na dobra da coxa) e outro perto do ossinho do pé (maléolo).


A safenectomia necessita de anestesia raquidiana