Vasinhos nas pernas: como acabar com eles!

Atualizado: 19 de Abr de 2020


Telangiectasias ou vasinhos nas pernas

O que são os vasinhos?


Essa é a principal queixa da mulherada que chega ao consultório do vascular: os temidos vasinhos. Umas têm mais, outras têm menos, mas o fato é que quase todas as mulheres têm.


Os vilões causadores das telangiectasias (nome científico dos vasinhos) são mais ou menos os mesmos que causam as varizes: sexo feminino, uso de hormônios como anticoncepcionais e terapia de reposição hormonal, ficar muito em pé ou sentado, obesidade, sedentarismo, gravidez. Se quiser saber mais sobre isso, dá uma olhada neste post aqui.


Ao contrário do que muita gente pensa, essas pequenas veias não crescem e viram varizes. É justamente o contrário, a presença de vasinhos pode indicar que as veias maiores não andam bem.

Então, antes de sair comprando tratamentos estéticos de origem duvidosa em sites de compra coletiva, consulte um cirurgião vascular para saber se seus vasinhos não são nutridos por varizes nutrícias.


Mas por que isso???


Porque não adianta fazer laser ou escleroterapia nos vasinhos sem tratar as varizes matrizes antes porque eles voltam a aparecer! Se não tratar a raiz do problema, os vasinhos voltam, e podem voltar piores do que eram.


Em outras palavras, se você tem varizes, mesmo que sejam poucas e pequenas, você precisa realizar cirurgia ou outro método para tratá-las antes de iniciar o tratamento dos vasinhos.


Como tratar os vasinhos nas pernas?


Para tratar os vasinhos existem várias técnicas. As mais usadas atualmente no Brasil são a escleroterapia e o laser. Outras técnicas incluem a luz pulsada, a crioescleroterapia, a microcauterização e a radiofrequência.


Escleroterapia

A escleroterapia (ou esclero para os íntimos) é a injeção de substâncias no interior dos vasinhos no intuito de irritar as suas parede e fechá-lo. É o que as pessoas costumam chamar de "secar os vasinhos".


Essa técnica é usada para tratar os vasinhos desde 1900 e bolinha, sua eficácia é comprovada pelos anos de experiência e por uma série de trabalhos científicos. É considerada o padrão ouro de tratamento, ou seja, todos os outros tratamentos são comparados a ela. 


A esclero pode ser feita com várias substâncias: glicose 75%, solução salina hipertônica, polidocanol, glicerina crômica etc. As substâncias mais usadas no Brasil são a glicose 75% e o polidocanol.


A glicose 75% tem a vantagem de não causar nenhum tipo de alergia ou reação, já que é uma substância naturalmente presente no corpo humano. 


O polidocanol tem a vantagem de doer um pouco menos e ser mais potente do que a glicose. Mas pode causar alergia e manchas (hiperpigmentação) com maior frequência do que a glicose.


Laser para vasinhos



O Laser é um aparelho que emite um feixe de luz que em contato com os glóbulos vermelhos do sangue gera calor e queima o vasinho


Não é qualquer tipo laser que serve para acabar com os vasinhos e precisa saber como aplicá-lo para ter bons resultados. Normalmente são necessárias várias sessões para se atingir um resultado satisfatório.


Se mal aplicado, além da possibilidade de não dar resultado, pode causar uma série de problemas como queimaduras graves, manchas, bolhas e feridas na pele. 

Por favor, vou repetir: não façam tratamentos como esses com profissionais que não sejam médicos ou que não estejam sendo orientados por médicos. A economia pode sair caro: as manchas e cicatrizes podem ser definitivas!


Laser e escleroterapia combinados


Há poucos trabalhos na literatura médica comparando a eficiência dessas duas técnicas combinadas. Pela lógica, acreditamos que uma técnica potencialize a outra. Eu e vários colegas vasculares fazemos e temos ótimos resultados.


A técnica combinada mais popular é o ClaCs (cryolaser + crysclerotherapy), em que é realizado o laser seguido pela escleroterapia com glicose, ambos associados com o resfriamento da pele através de uma máquina que emite ar gelado. Falei mais sobre este tema no post "Laser para varizes e vasinhos funciona?".


Um artigo que encontrei, publicado em 2004 por cientistas franceses (saiba mais aqui), comparava escleroterapia sozinha, com laser sozinho e as duas coisas juntas. Não houve diferença no resultado comparando a escleroterapia e o